Histórico

O início das atividades de pós-graduação no Departamento de Engenharia Civil (DECIV) da Escola de Minas (EM) da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) se deu em 1982, com a criação do Curso de Especialização em Estruturas Metálicas (CEEM), depois transformado em Curso de Especialização em Tecnologia para Uso do Aço (CETUA), que foi oferecido até 1991, formando muitos especialistas (engenheiros e arquitetos) que atuam profissionalmente no país, contando com recursos materiais e financeiros, incluindo pagamento de bolsas a alunos, da USIMINAS e da CAPES.

Em 1997, foi recomendada pela CAPES a implantação do Curso de Mestrado em Construção Metálica do Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil (PROPEC). O curso de mestrado foi se consolidando e, em outubro de 2005, foi implantado o curso em nível de doutorado na área de concentração em Construção Metálica. Observa-se que, em 2017, o nome da área de concentração do PROPEC passou a ser Estruturas e Construção.

Diante dessa experiência anterior na área de construção metálica e visando atender a uma demanda de profissionais da área e de alunos recém-graduados que buscavam especialização, em 2007 foi aprovada, pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade Federal de Ouro Preto, a criação do Curso de Mestrado Profissional em Construção Metálica (MECOM). Em outubro do mesmo ano, o curso foi reconhecido pela CAPES, qualificando-o e validando seu título em todo o território nacional. A primeira turma do curso foi aberta em abril de 2008.

Entre os pontos importantes que justificaram a criação do Mestrado Profissional em Construção Metálica, merecem destaque: a experiência administrativa e docente dos professores, vinda do curso de especialização e do mestrado acadêmico, empenhados há anos na formação de engenheiros e arquitetos; a demanda existente (de profissionais que atuavam em empresas do setor e recém-graduados); e a infraestrutura da Instituição (laboratórios, biblioteca, softwares, dentre outros).

Esse Programa então iniciou suas atividades com a abertura de turma composta por um quadro docente interno e externo à instituição. A demanda qualificada do curso mostrou-se adequada e propiciou o desenvolvimento e conclusão de dissertações.

No entanto, em função da necessidade de financiamentos vindos do setor produtivo, as turmas seguintes não foram viabilizadas. Associado à falta de financiamentos, ocorreu também uma redução do quadro de docentes em função de atividades administrativas e afastamentos para tratamento de saúde, dentre outros fatores.

Mais tarde, devido ao REUNI e à abertura do curso de Arquitetura e Urbanismo na UFOP, houve a renovação do quadro de professores, podendo-se incluir novos docentes com disponibilidade e dinamismo para retomar o curso e abrir novas possibilidades de formação e pesquisas na área de Engenharia e Arquitetura.

Nesse sentido, tornou-se primordial a manutenção do curso e uma nova fase foi implementada, já que as questões de financiamento não seriam mais relevantes, pois o corpo docente seria do quadro da instituição e do IFMG-Campus Ouro Preto, não representando custos ao curso. Acreditando-se no sucesso e no espírito renovador, propiciado pelos docentes recém engajados no curso, decidiu-se por abrir uma turma em março de 2015.

A partir daí, os processos seletivos têm ocorrido anualmente. Os editais de seleção são, em geral, divulgados em outubro, com período de inscrição que vai desde a divulgação do edital até dezembro. A seleção ocorre em fevereiro e o início das aulas em março. Têm sido disponibilizadas em média 20 vagas a cada ano. São reservadas vagas para ampla concorrência e vagas destinadas a ações afirmativas, a saber: 10% das vagas para negros (pretos e pardos), 01 (uma) vaga para indígena e 01 (uma) vaga para pessoa com deficiência. O número de vagas pode ser acrescido, destinando-se uma cota de 10% das vagas para Técnicos-Administrativos em Educação (TAEs) da UFOP.

Devido a um consenso entre os docentes, em 2017, de que o Programa deveria passar por uma reformulação, tornando-se mais abrangente dentro da Engenharia Civil, sem, contudo, perder a ênfase em Construção Metálica, a proposta de que os nomes do Programa de Pós-Graduação em Construção Metálica e do curso de Mestrado Profissional em Construção Metálica (MECOM) fossem alterados para Programa de Pós-Graduação em Engenharia das Construções e curso de Mestrado Profissional em Engenharia das Construções (MECON), respectivamente, foi discutida e acordada entre seus docentes, sendo convalidada pelo Colegiado do curso.

Essa proposta foi levada ao Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da Universidade Federal de Ouro Preto (CEPE), que aprovou a alteração em julho de 2018, gerando a Resolução CEPE No. 7479, que "Aprova a alteração do nome e sigla do Programa de Pós-Graduação em Construção Metálica e do nome do curso de Mestrado Profissional em Construção Metálica". A proposta de alteração foi enviada a Capes em setembro de 2018 e homologada por seus avaliadores em 2018 ainda. Em 2019, o Programa de Pós-Graduação em Engenharia das Construções começou a atuar ministrando o Curso de Mestrado Profissional em Engenharia das Construções.

Essa alteração justificou-se devido ao crescimento da tecnologia da construção civil no país e a existência de um público alvo que tem procurado por uma área mais abrangente, além da entrada de novos professores no Programa, que atuam em áreas de materiais de construção, construção civil, arquitetura e urbanismo e gestão de projetos e processos construtivos.